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Artigos & Publicações


SILVEIRA, José Ricardo.
"Visão Sistêmica das Organizações. Qual o saber profundo que o gerente precisa ter?". Revista CQ Qualidade, Edição de Janeiro de 1997.


Penso que a maior dificuldade das empresas é ter, hoje, uma visão integrada das várias ações de qualidade que executam.

Conheço, por exemplo, o caso de uma empresa de porte médio, que no espaço de 2 anos, introduziu o Controle Estatístico de Processos, buscou e obteve a certificação ISO, montou a estrutura de Comitês internos de Qualidade, e finalmente aplicou a metodologia dos "5 S". Todas estas atividades representam custos importantes, os resultados nem sempre são evidentes, e a Diretoria questiona a eficácia delas. O Presidente da empresa queria saber qual das ações dava melhores resultados, se poderia abandonar alguma e dar prioridade a outras; ou ainda se não convinha substitui-las por outras tantas, disponíveis no mercado... Para ajudar, mostrei a ele, o diagrama seguinte:

Ele mostra que uma empresa pode ser didaticamente repartida em 5 domínios de atuação ou de gerenciamento:

1) O "NÚCLEO", que também podemos chamar de "ALMA" da empresa;

2) A linha vertical do esquema que significa o gerenciamento do crescimento, onde temos:

2.1) A "ESTRATÉGIA", que pode ser denominada de "FUTURO";

2.2) A "EVOLUÇÃO POR PROJETOS", que pode ser denominada ainda como "GERENCIAMENTO POR PROJETOS".

3) A linha horizontal do esquema, que trata do gerenciamento da manutenção ou da consolidação, onde vemos:

3.1) A "ROTINA", que pode ser também chamada de "QUOTIDIANO";

3.2) A "EVOLUÇÃO CONTÍNUA", que também poderia ser conhecida como "MELHORIA CONTÍNUA";

Cada um destes "domínios" exige conceitos, metodologias e ambiente diferentes para serem gerenciados com eficiência e eficácia. Vale ressaltar que estes "domínios" não se referem às estruturas organizacionais, nem a áreas de atuações dos diferentes atores das empresas.

Vejamos os conceitos e certos aspectos organizacionais que me parecem essenciais em cada um deles: PARA O GERENCIAMENTO DO NÚCLEO / ALMA DA ORGANIZAÇÃO:

  • o fundamental é conhecer os propósitos da organização: para o que ela foi criada, quais as competências "nucleares" que adquiriu ao longo de sua existência; quais são os valores e princípios que tem, explicita ou implicitamente;
  • depois entender as condições básicas de gerenciamento, que leva em consideração os aspectos racionais (conceitos gerenciais), físicos (metodologias) e emocionais (ambiente);
  • e ainda entender e saber como praticar os novos conceitos de gerenciamento: a visão sistêmica, a compreensão sobre variabilidade, o aprendizado para aprender e a valorização das pessoas.

PARA O GERENCIAMENTO DA "ESTRATÉGIA", Conhecidos a Missão da organização, seus Valores e Princípios começa-se por fazer a grande opção estratégica entre "crescer" e "consolidar"; estabelecer sua "Visão de Futuro" e suas "Políticas", antes de escolher e definir "Estratégias Como condições indispensáveis é necessária a compreensão da Visão Sistêmica, a "Visão Compartilhada", a noção de "Poucos Vitais" e o trabalho com "Fatos e Dados". Lamentavelmente, muitos dirigentes pensam que Planejamento Estratégico se resume a definir estratégias, geralmente numerosas...e se esquecem do "Plano de Ações". Geralmente o Planejamento Estratégico conduz a Projetos, destinados a provocar descontinuidades na organização.

PARA O GERENCIAMENTO "POR PROJETOS" A grande dificuldade de gerenciar por Projetos ocorre quando não se sabe o que significa "Projetos". Metodologias de gerenciamento neste domínio são igualmente ineficazes, quando a ação objetivada, não tem as características de projeto, ou ainda quando os "atores" não estão claramente definidos. Isto explica, em maior parte, toda a imagem negativa que tem o gerenciamento de projetos: atrasos, custos elevados, resultados diferentes do esperado, etc...

PARA O GERENCIAMENTO DA "ROTINA" (ou do "QUOTIDIANO") Trata-se de gerenciar o "dia-a-dia" da organização; colocar os sistemas operacionais e gerenciais a ficar "sob controle". Muitas vezes é confundido com "burocracia" e acaba tendo um sentido pejorativo. Penso que aqui reside um grande número de equívocos: trata-se do domínio de gerenciamento mais fundamental e básico; sem cuidar da "Rotina" as organizações não terão sucesso permanente nos seus esforços de melhoria de performance, especialmente no que concerne a "melhoria contínua".

PARA O GERENCIAMENTO DA "EVOLUÇÃO/MELHORIA CONTÍNUA" Este é o domínio mais visível dos chamados "programas de Qualidade Total". Sem a visão integrada que recomendo, o que ocorre é o de tentar fazer melhorias de sistemas gerenciais ou produtivos que não estão sob controle. Ou seja, não houve previamente a preocupação de cuidar da "Rotina", antes de tentar melhora-la. Ou seja, tenta-se edificar uma casa sem alicerces.

Finalmente, o que recomendei ao Presidente:

a) Formar o seu corpo gerencial nos Conceitos Básicos, com introdução dos elementos fundamentais das Teorias do Conhecimento e da Psicologia, indispensáveis à boa compreensão destes Conceitos. Trata-se de conhecer o que o Dr. Deming chama de "saber profundo".

b) Conhecer e aplicar metodologias modernas compatíveis com os mesmos Conceitos, como por exemplo: - as "Conferências-Diálogos Seriadas" para cuidar da "alma" da organização; - a "Conferência de Busca do Futuro" ("Search Conference"), para planejar o futuro; - o "Gerenciamento Por Projetos".



© 2007 SIEG - Sociedade Internacional para Excelência Gerencial.

 

SOBE