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Artigos & Publicações


Alexandrina MACEDO e Silvia DIRÓZ. "ERA UMA VEZ". Revista Banas Qualidade, Junho de 1998.


 

O módulo de 'Conferências-Diálogos Seriadas' foi promovido pela SIEG - Sociedade Internacional para Excelência Gerencial, no mês passado, em São Paulo, e destinou-se a empresários e pessoas interessadas em aprender novas formas de pensar e gerenciar problemas complexos em suas empresas. O trabalho permitiu um embasamento sólido para reflexões sobre a missão da empresa, sua visão de futuro, as estratégias de negócios, o desempenho organizacional e o aprendizado em geral, tratando os 'Faz de Conta' organizacionais objetivamente. Segundo André Leite Alckmin, sócio - diretor da SIEG, essa situação acontece quando se trabalha num ambiente em que pessoas e equipes fazem de conta que um problema ou mal-estar não existem. 'É quando se percebe que um relatório ou documento é elaborado com o propósito principal de evitar constrangimentos ou incômodos, principalmente para presidentes e diretores', argumenta.

Nesse contexto é fácil ouvir como: 'essa pessoa tem um discurso diferente da prática'. Também são comuns as reuniões que terminam com a elaboração de uma lista de problemas e sem providencias para resolver os mais prioritários. De acordo com ele, a pesquisa cientifica tem ajudado a comprovar o Faz de Conta. Ela tem demonstrado que organizações em todo o mundo, apesar de não quererem, têm grande habilidade em tornar os relacionamentos de Faz de Conta um hábito. 'O relacionamento desse tipo é uma maneira defensiva para evitar ameaças ou situações embaraçosas. É um mecanismo eficiente para esconder problemas, que tende a transformar-se em hábito', explica José Ricardo da Silveira, o outro sócio da SIEG. Essa sistemática acaba se transformando numa regra que impede pessoas e equipes de experimentar embaraços e confrontos, elementos estes que ajudam a conduzir à solução de problemas.

As organizações se tornam tão competentes nessa arte defensiva, que a arte pró-ativa de criar e implementar estratégias se perde. O sentimento que impera num ambiente assim é de impotência e incapacidade de promover mudanças numa direção preestabelecida. Por isso a SIEG desenvolveu um método que mostra que é possível tratar os Faz de Conta.

A dinâmica empregada aproveita as mais diversas maneiras de aprender. 'O trabalho é bem prático', ressalta Alckmin. São utilizados casos críticos e reais levantados pelo grupo e, claro, de seu próprio interesse. Há processos de inquérito, processos de dedução de premissas e conclusões em sessões plenárias. Todos aprendem juntos por meio de diálogos, debates e reflexões e também por meio de pontuações conceituais feitas pelos facilitadores. Silveira informa que cerca de 200 empresas já participaram do curso, mas a minoria a tem colocado em prática no dia-a-dia. Fundada em 1993, a SIEG tem se dedicado desde então a disseminar esse conceito no Brasil e em outros paises.

Essa metodologia apareceu nos Estados Unidos, na década de 70, e é uma descoberta de um pesquisador (Chris Argirys) do MIT - Massachusetts Institute of Technology, maior escola de tecnologia do mundo, inclusive tecnologia humana. 'Ele descobriu que as empresas entravam sem querer num processo de parar para ser produtivas para se tornar defensivas. E foi aí que tudo começou', resume Alckmin."

 


© 2007 SIEG - Sociedade Internacional para Excelência Gerencial.

 

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